segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EDITAL PARA OCUPAÇÃO GALERIA - Inscrições até 21 de dezembro


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre – PMPA, comunica aos interessados que estará recebendo, de 10 a 21 de dezembro, na forma da Lei 8.666/93, documentação referente ao concurso Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara / 2013.

Serão selecionados até 02 projetos para a Galeria Lunara e até 02 projetos para a Galeria dos Arcos - ambas localizadas na Usina do Gasômetro – para o ano de 2013, sendo que cada projeto permanecerá em exposição por, no mínimo, 30 dias.

Poderão participar artistas com trabalhos em foto e/ou vídeo.

Os candidatos deverão apresentar, no momento da inscrição:

Ficha de inscrição preenchida (em anexo);
Portfólio contendo currículo e fotos dos trabalhos a serem expostos.
Projeto da exposição, com previsão do número de imagens e respectivas dimensões, para a ocupação da Galeria Lunara ou da Galeria dos Arcos.
Para a seleção podem ser apresentadas cópias em tamanhos convencionais. Ex. 20 x 25 cm.
Deve ser informado, no verso da foto, o tamanho e suporte em que a mesma será apresentada na exposição, caso o projeto seja selecionado.

Cronograma:
Inscrições: 10 a 21 de dezembro de 2012
Seleção dos Trabalhos: 7 de janeiro de 2013
Devolução dos Portfólios: 09 a 18 de janeiro de 2013

Regulamento completo pode ser solicitado pelo e-mail galerialunara@gmail.com

As inscrições serão realizadas no período de 10 a 21 de dezembro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Coordenação de Cinema Vídeo e Fotografia - Usina do Gasômetro, Avenida Presidente João Goulart, 551, 3º andar, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, CEP 90010-120.
Inscrições encaminhadas via correio deverão ser postadas para o endereço acima, até a data limite da inscrição, 21 de dezembro. Não serão aceitas inscrições com data de postagem posterior.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

GALERIA LUNARA RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS PINHOLE DE NEUZA ZINI



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura convida para visitação da exposição Fotografias Pinhole, da artista Neuza Zini, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) no período de 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012.

A exposição apresentará o resultado de pesquisa desenvolvida pela artista entre 2010 e 2011, utilizando a técnica Pinhole. A proposta foi fotografar objetos do cotidiano ressaltando suas formas, deixando de lado a carga simbólica ou a narrativa que lhes poderia ser atribuída. A hiper exposição dos objetos fotografados à luz natural ressalta, ainda mais,  sua volumetria.

Neuza Zini é formada em Desenho e Plástica pela UFRGS e participa de atividades do Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul dede 1991. Realizou individuais na Galeria de Artes da Universidade de Caxias do Sul, Galeria de Artes da Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima e várias coletivas como: NAVI Mostra Caxias (MARGS), Referências, Buscas, Vestígios (Galeria Iberê Camargo/Usina do Gasômetro), Mulheres Gravuristas (Galeria Municipal de Arte/ Caxias do Sul), tendo sido premiada no VI Salão do Mar de Antonina (PR).



Fotografias Pinhole
Neuza Zini
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Visitação até 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012
de terças a domingos - das 9 às 21h


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ANA HUPE E MAYRA REDIN UNIDAS POR UM FIO NA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura, dia 27 de setembro, às 19 horas, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro), mais uma exposição da série Conjunto, iniciada em 2006.   Intitulada FIO, a exposição reúne trabalhos das artistas Ana Hupe (RJ) e Mayra Martins Redin (nascida em Porto Alegre – atualmente residindo no Rio de Janeiro).

As exposições da série Conjunto surgiram a partir de uma iniciativa da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia que, em 2006, convidou um coletivo para produzir trabalhos pensados diretamente para a Galeria Lunara dentro de uma lógica de ocupação site-specific. Cinco artistas – Adriane Vazques, Gustavo Jahn, Kátia Prates, Luiz Roque e Vilma Sonaglio – e a pesquisadora, Gabriela Motta apresentaram as mostras  Conjunto (1) e Conjunto (2).


No ano seguinte, o coletivo foi inteiramente renovado, contando com André Venzon, Marcelo Gobatto, Mariane Rotter, Tiago Giora e Fernando Bakos na formação do grupo e, finalmente, na 4ª edição do projeto, Luiz Roque e André Venzon  debruçaram-se sobre a arquitetura da Galeria e produziram um diálogo conceitual cujo resultado foi a construção de um ambiente de características sacras, que evocava a atmosfera de uma cripta.


Esta 5ª edição da série retoma o conceito de construção de um trabalho coletivo e reúne as artistas Ana Hupe e Mayra Martins Redin, que conceberam a mostra FIO, cujo título já resume a ideia propulsora da exposição: fortalecer e entender melhor, através da arte, as relações fragilizadas em função das distâncias e do tempo acelerado.


A mostra FIO surgiu de cruzamentos entre alguns trabalhos de ambas. As obras apresentadas partem da ideia das distâncias e proximidades nas relações. São instalações fotográficas e sonoras, vídeos, textos e livros que visibilizam experiências de encontros propostos. Tais proposições fazem uso de palavras e objetos para provocar o diálogo entre o artista e outras pessoas, numa tentativa de potencializar relações.

Na instalação fotográfica Porta-retrato, Ana Hupe investiga o universo doméstico de 23 pessoas. Durante um mês a artista visitou casas de conhecidos e desconhecidos para passar uma tarde com eles. Em cada casa a artista fotografou um porta-retrato. As imagens, colocadas em outra moldura,  compõem uma nova “sala de casa” sugerida no espaço expositivo. A instalação se completa com um diário das visitas.

Registros visuais e sonoros de outra deriva, desta vez por um espaço público, a Vila Mimosa, conhecida como a zona do baixo meretrício do Rio de Janeiro, podem ser vistos, lidos e ouvidos. VM é uma espécie de diário nas paredes do encontro com este espaço marginal.
 O trabalho fotos@still_here. Passwort: nossas  é de autoria de Ana Hupe e da artista Johanna Steindorf, radicada na Alemanha. As duas trocaram duas câmeras fotográficas analógicas descartáveis durante dois anos, até as 36 poses acabarem, fazendo fotos às escuras uma para outra. A correspondência por imagens era levada e trazida por um correio afetivo -  amigos ajudavam a transportar as câmeras de uma para outra.


Na instalação fotográfica Metade cheio metade vazio, que une texto e fotografia, a artista Mayra Martins Redin apresenta uma experiência proposta na residência artística Nuvem, em Visconde de Mauá, RJ.  Munida de uma máquina analógica descartável subaquática, a artista propôs que cada artista da residência escolhesse um objeto pessoal relacionado à temática das mudanças (geográficas, afetivas) para ser imerso na água e fotografado. A artista fez pequenas anotações acerca das histórias que foram sendo compartilhadas e uniu-as às imagens.

Horizonte Onde, é um livro que surge de uma proposta afetiva. Um objeto que é um pedaço de vidro retangular com a inscrição das duas palavras: horizonte e onde  foi dado para algumas pessoas para que elas procurassem seu(s) horizonte(s) através do recorte oferecido pelo vidro  e pelas palavras. O livro é feito das imagens produzidas pelos participantes, além de uma inserção de páginas quase vazias com o intuito de propor uma metáfora para a experiência da leitura.

Além dessas obras, outros trabalhos serão apresentados, colocando em rede pequenos desejos de compartilhamento no intuito de dar sentido e registrar as relações e traçá-las na superfície do mundo.


FIO
conjunto (5)
Ana Hupe  e Mayra Martins Redin
Curadoria: Bernardo de Souza

Abertura dia 27 de setembro de 2012,  às 19 horas
Visitação de 28 de setembro a 28 de outubro, das 09 às 21 horas

Galeria Lunara
Usina do Gasômetro – 5º andar
Av. Pres. João Goulart, 551 - Porto Alegre - RS
Fone 3289 8133
www.galerialunara.blogspot.com
www.facebook/galerialunara

Último final de semana para conferir exposição de Luciano Spinelli

Até domingo, a exposição Metrô de Paris pode ser conferida na Galeria Lunara.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

LUCIANO SPINELLI TRAZ O METRÔ DE PARIS PARA DENTRO DA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura em 23 de agosto, às 19h, a exposição Metrô de Paris, de Luciano Spinelli, que ocupará a Galeria Lunara até o dia 23 de setembro. Na abertura da exposição, o DJ francês

Dunwich estará presente, junto com o artista, fazendo um set live no qual mixa os sons do metrô parisiense produzindo uma atmosfera sonora que é característica do local retratado.

Na exposição, Luciano apresenta um novo olhar sobre o Metrô de Paris, um complexo que possui 16 linhas que se estendem por 214 quilômetros e transporta 3,9 milhões de pessoas por dia, ocupando o quarto lugar no mundo em volume de passageiros e o terceiro em número de estações.


Metrô de Paris intui uma reconstituição sinestésica do imaginário subterrâneo de um condutor e de um passageiro do metrô parisiense. Para isso, o artista associa fotografia, áudio e vídeo dentro do espaço preto, quadrado e íngreme que é a Galeria Lunara. A exposição é composta de impressões fotográficas em preto e branco apresentadas horizontalmente, duas a duas, como um díptico informal de um vídeo filmado desde a cabine docondutor, mostrando as entradas e saídas do túnel da linha 6 do metrô parisiense e de uma ambientação sonora criada pelo DJ Dunwich.

Luciano Spinelli é fotógrafo e videomaker, vivendo entre Paris e São Paulo. PhD em Comunicação Visual (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona) e Sociologia (Université Paris Descartes Sorbonne). Seu trabalho focaliza a vida urbana, a foto-etnografia e o imaginário da sociedade pós-moderna. O presente projeto foi desenvolvido durante sua pesquisa de doutorado. Suas fotografias podem ser vistas no site: www.lucianospinelli.com.

Conforme o artista "Nas fotografias, adentramos um nível intersticial do organismo urbano: o metrô. Um estágio mecânico da vida em sociedade que é sonorizado pela fricção do metal contra metal. Descrito por Marc Augé como “a coletividade sem a festa e a solidão sem o isolamento”, no metrô estamos mais próximos de nossa natureza predadora. Nessa parte da cidade fadada à escuridão, observa-se uma verdadeira ecologia urbana guiada por uma sinalética que se repete internacionalmente. As inscrições que ali repousam, o cheiro dos trens, os anúncios entoados pelos autofalantes, ajudam a conformar um imaginário subterrâneo no indivíduo que passa a catraca e se torna passageiro. Captando signos verbais e não verbais, fotografias, vídeo e som representam fragmentos da estética polifônica do metropolitano.


A forma e a atmosfera da galeria é de fundamental importância para o desenvolvimento sinestésico dessa exposição. Chega-se de elevador e, assim como se estivesse entrando em um metrô, depara-se com um espaço escuro e claustrofóbico. Com luzes direcionais que iluminam as fotografias na parede, o visitante percorre o espaço por uma passarela com chão gradeado e metálico. Ele vê, projetado no fundo da tremonha, um vídeo do ponto de vista do condutor do metrô parisiense. Ouve os barulhos do trem, as vozes dos avisos dados aos passageiros, o zumbido de fechamento das portas e outros sons típicos daquele espaço, ritmados ao vídeo e remixados pelo DJ francês Dunwich (http://soundcloud.com/djdunwich)".

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Fernando Schmitt escreveu o texto abaixo sobre a exposição:

Entre um ponto e outro no mapa há um túnel sem paisagem onde os expressos subterrâneos penetram a escuridão e aceleram o trajeto em detrimento da vista. Ali os caminhos são limitados por ferro e poucos são os iniciados nos segredos das bifurcações. Sobre as janelas desnecessárias, fantasmas postam mensagens em tipografias indecifráveis; desejo de provar por imagem um existir periférico.

Abaixo da terra, após vencer as catracas, o passageiro torna-se parte de um coletivo contingente e efêmero composto de pequenas solidões. Cumpre o itinerário solavanco, mergulho, mantra urbano entoado no autofalante, trepidação, claustrofobia, discurso monocórdio de lamentação e súplica, baldeação, vaivém, arribação e tudo de novo. Confia na possibilidade de emergir, de cruzar o umbral da estação ainda crente da existência do mundo, cidade e luz.

Etnógrafo em campo fértil, Luciano espia e observa o tempo suspenso da meditação involuntária. Deriva em um espaço ocupado por deslocamentos e transeuntes. Testemunha o cruzamento de olhares, o enlace superficial das existências, os vultos céleres no embarcadouro. Tece uma arqueologia dos assentos e dos pisos. Maneja um aparelho que permite levar-se por dúvidas e que obedece a uma intuição vagabunda.


Fernando Schmitt, professor, fotógrafo e pedestre quase sempre.


Metrô de Paris

Luciano Spinelli

Galeria Lunara

Abertura 23 de agosto de 2012, às 19h

com a presença do artista e do DJ francês Dunwich

Visitação de terças a domingos, até dia 23 de setembro

galerialunara@gmail.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GALERIA LUNARA APRESENTA 3 FACES DO DESEJO


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura realiza, de 31 de julho a 19 de aggosto de 2012, a mostra O Desejo, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro).

Na mostra O Desejo, trechos de grandes obras cinematográficas ganham exibição na Galeria Lunara. As sequências extraídas dos filmes Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni, Mulheres Apaixonadas, de Ken Russel, e Da Vida das Marionetes, de Ingmar Bergman, são marcadas pela expressão intensa do desejo sexual, evidenciada no embate físico entre os corpos dos personagens que se confrontam em batalhas ora românticas, ora letais.


Em comum, as passagens apresentam pouco ou nenhum diálogo, o que reforça o caráter eminentemente físico das cenas, performáticas em sua coreografia e viscerais em sua teatralidade. Devido à sofisticação plástica das imagens e à atmosfera cênica coesa, as sequências gozam de uma autonomia semântica raramente encontrada no cinema tradicional, pois prescindem da linguagem verbal articulada pelo roteiro para explicitarem seu sentido dramático.




Ao serem exibidas numa galeria, e descontextualizadas da obra para a qual originalmente foram pensadas, estas sequências reiteram não apenas a maestria de seus realizadores, mas a qualidade de suas imagens que se impõem repletas de força e plasticidade não importa onde sejam vistas. Fora da sala de cinema e destacadas da narrativa cinematográfica, as cenas ganham independência no espaço e no tempo, deslocando seu sentido do plano verbal para o campo essencialmente visual.


Visitação de 31 de julho a 19 de agosto, de terças a domingos - das 9 às 21h.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

BASIONY NA GALERIA IBERE CAMARGO

Ahmed Basiony – Egito
VIDEO INSTALAÇÃO exposta na Bienal de Veneza em 2011 é apresentada agora na Galeria Iberê Camargo. A curadoria audaciosa trouxe polêmica ao apresentar a obra do artista e ativista político Ahmed Basiony assassinado nos conflitos do Cairo.[Presença do curador executivo na bienal: El Noshokaty]
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Basiony foi um dos artistas contemporâneos mais importantes do Egito. Quando sua vida chegou ao fim aos 32 anos de idade, Basiony imediatamente se transformou em um símbolo de inspiração para os egípcios, determinados a ver sua nação livre da repressão. Um homem que morreu por seu país; um artista prestigiado pela sua coragem e amor, Basiony gerou admiração entre seus amigos, colegas e alunos, que tinham orgulho de aprender com a sua vida, e estavam prontos a se entregar à causa que ele defendeu naquele fatídico dia.



No ano anterior à revolução, Basiony havia realizado um projeto chamado 30 Dias Correndo sem sair do Lugar, durante o qual o artista vestia um traje de plástico com sensor embutido, projetado por ele, para medir o quanto ele transpirava e quantos passos dava em uma hora diária de corrida ao longo de um período de trinta dias. Os dados foram transferidos via wireless para uma grande tela que apresentava uma tabela de cores que mudava de acordo com o consumo de energia e produção de suor.

O projeto tinha a intenção de representar a inutilidade em termos de ganhos dos trinta anos sob o regime de Mubarak, apenas um desperdício de energia. Sua obra foi uma das primeiras de uma nova geração de jovens artistas egípcios, que usam suas obras para articular sobre as condições políticas, econômicas e sociais que a sociedade egípcia teve de aguentar sob o governo opressor.

“Não há controvérsia quanto ao talento único que Basiony tinha enquanto artista, professor, músico e revolucionário. Seu talento se desenvolvia implacavelmente em todas as direções. Ele foi uma das pessoas mais dedicadas tanto ao seu talento quanto a seus alunos. E em âmbito pessoal, ele foi uma das pessoas mais amáveis, gentis e carismáticas que já conheci. Talvez você não esteja conosco em pessoa hoje, mas você estará em nossos corações e mentes para sempre. Descanse em paz, nosso querido irmão.”

Shady El Noshokaty,




Último status publicado no Facebook de Basiony:
"Por favor, Ó Pai, Ó Mãe, Ó Jovem, Ó Estudante, Ó Cidadão, Ó Sênior, e Ó demais. Vocês sabem que esta é nossa última chance de dignidade, a última chance de mudar o regime que durou pelos últimos 30 anos. Saiam às ruas, e se revoltem, tragam sua própria comida, suas roupas, sua água, máscaras e lenços, e uma garrafa de vinagre, e acreditem em mim, falta apenas um pequeno passo... Se eles querem guerra, nós queremos a paz, e eu vou praticar a contenção adequada até o fim, até a dignidade da minha nação se restaurar."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Expressões da Revolução tem abertura dia 13 de junho


A Mostra Expressões da Revolução integra-se à programação oficial do I Democracine com o objetivo de debater e dar visibilidade aos movimentos revolucionários que vem varrendo o norte da África ao longo dos últimos meses.

Formada por três exposições de arte – na Galeria Lunara, Galeria dos Arcos e Galeria Iberê Camargo, a mostra Expressões da Revolução foi concebida especialmente para o I Democracine pelo produtor Demétrio Portugal. Portugal é diretor do Matilha Cultural, centro cultural independente de São Paulo que foi o primeioro espaço no Brasil a estabelecer um intercâmbio com os protagonistas desses movimentos, notadamente artistas e ativistas políticos da Tunísia e do Egito.
A partir de uma rede de contatos com os principais artífices da chamada Primavera Árabe, a curadoria de Demétrio Portugal propõe aos espectadores um mergulho na primeira grande onda revolucionária do novo milênio em prol da democracia.

As exposições terão abertura dia 13 de junho, às 19h, e apresentarão um grande apanhado das manifestações revolucionarias do Egito e da Tunísia, um material que apresenta a densidade da onda-matriz de transformação por levantes pacifistas e laicos seguidos de suas demais ocorrências pelo mundo.

Sua estética agressiva avança em nossos sentidos, desafia a tecnologia, os meios de comunicação, as redes sociais, além das noções que temos de ética, humanidade, relações de poder e paz.
Logo, tornar possível que as pessoas percebam as “forças” que surgem com a crise para redesenhar a geopolítica, as relações culturais e humanas é onde se encontra os detalhes cruciais da tal “beleza”. Uma arte “contextual” onde as obras são provas documentais e também cúmplices atuantes das mudanças no seu contexto.
Um projeto que, para atender ao princípio vivo de obras-cavalos-de-tróia, acaba incorporando o papel de articulador ao curador para levar adiante as ações e diálogos que interligam Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, no esforço de manter a sincronia com as outras parte do mundo e a internet durante este mês de Junho, tão atribulado de encontros internacionais.

Os destaques vão para as obras de Ahmed Basiony – que representou o Egito revolucionário na Bienal de Veneza; Ganzeer – jovem artista gráfico e artista urbano do Cairo, Aalam Wassef – multi-artista e pensador das organizações em rede e táticas on- line, Lotfi Kaabi – articulador para os debates constitucionais da Tunísia e ativista cultural e Mohamed Allam – curador do Festival Medrar de novos diretores de cinema do Cairo.

PROGRAMAÇÃO EXPOSIÇÕES
Expressões da Revolução – de 13/06 a 14/07 na Usina do Gasômetro

GALERIA IBERÊ CAMARGO

30 dias correndo sem sair do Lugar
de Ahmed Basiony com curadoria de Shady El Noshokaty.

Obra Exposta na Bienal de Veneza 2011 que faz menção aos 30 anos de ditadura do Mubarak. O artista e ativista faleceu em confronto com a polícia do Cairo durante os protestos da praça Tahir. Basiony tinha 31 anos e morreu enquanto filmava as manifestações.
Quando eclodiram as manifestações populares no Egito, as informações que conseguiam chegar até o ocidente eram muito poucas e contraditórias, seja pelo aparato repressivo, seja pelo distanciamento das agências internacionais de notícia ou pela própria precaução dos ativistas em
não se deixarem revelar.
Já no primeiro dia de manifestações ocorreram dezenas de baixas, mas foi a comoção geral em torno do artista Ahmed Basiony, morto por um franco atirador, que fez seu nome transformar-se num “farol”.
A verdade crua que o envolvia, por um lado, nos revelou uma cena cultural intensa, diversa e com uma forte história de resistência, e por outro, incentivou muitos egípcios a irem a luta ainda com mais gana.
A sua figura martirizou-se em stencils nas ruas, em cartazes, no facebook, na blogsfera e assim por diante, até que seu nome foi indicado para a bienal de Veneza em 2011 a partir da curadoria executiva de Shady El Noshokaty convidado do Democracine.

GALERIA DOS ARCOS

O Grande Desafio - coletiva de fotos Tunisiana sobre o processo de revolução até as eleições no país curada por Lotfi Kaabi, em parceria com a Anistia Internacional – Londres.
Fotos de Augustin Le Gall, Nesrine Cheikh Ali, Ezequiel Scagnetti, Lilia El Golli, e Naim Gharsalli

Ganzeer - Ilustrações e intervenções urbanas de Graffiti
Tahrir!
Coletiva de fotos sobre os conflitos na praça do Cairo até a queda de Mubarak organizado por Noura Begat em parceria com a The Photographic Gallery – AUC American University of Cairo.

Fotos de Amr Abdallah, Ahmed Abdel Latif, Nabeela Akhtar, Roger Anis, Omair Barkatulla, Fady Ezzat, Ashraf Foda, Ramy Georgy, Thomas Hartwell, Ahmed Hayman, Iman Helal, Mohamed Helal, Magdy Ibrahim, Mahmud Khalid, Heba Khalifa, Mohamed El Maymouny, Gehan Nasr, Randa Shaath, Lobna Tarek, Doha Al Zohairy.


GALERIA LUNARA
Na Galeria Lunara estará reunido um rico apanhado sobre as táticas e obras envolvidas no processo de revolução, destaque para o trabalho do artista Aalam Wassef, reconhecido internacionalmente.

Vídeo arte e media ativismo - info vídeo sobre os processos revolucionários na Primavera Árabe, indignados e occupy desenvolvido pelo coletivo paulista BijaRi, além de manifestações de stencil graffiti das ruas do cairo, cartilhas ensinando revolta não violenta, vídeos contextualizadores, etc.

Esta edição do projeto é
desenvolvida por:
Demétrio Portugal
Raquel Ribeiro Borges
Maged El Gebaly
Coletivo Bijari
Mundo.ag
Esta edição tem parceria:
Prefeitura de Porto Alegre
Usina do Gasômetro
MatilhaCultural
Planet Art eXchange
Anistia Internacional
IdeC - Institut de Citoyenneté
AUC - American Univerity of Cairo
Festival In-Edit
Vice Magazine
IDS Brasil
Apoio total desde a primeira edição
MatilhaCultural.com.br

MOSTRAS EXPRESSÕES DA REVOLUÇÃO

GALERIA LUNARA (5º andar)
GALERIAS IBERE CAMARGO E DOS ARCOS (térreo)
Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Usina do Gasômetro
Abertura dia 13 de junho de 2012 às 19h
Visitação até 15 de julho, das 9 às 21 horas - entrada gratuita


Informações Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
F. 3289 8135 / 3289 8133
www. galerialunara.blogspot.com
www.salapfgastal.blogspot.com
www.democracine.com.br


sábado, 19 de maio de 2012

Exposições em 2002


Memodíptico

Manuel da Costa
29/01 a 03/03/2002
Depois de diversos projetos que o consagraram como um dos grandes nomes da fotografia brasileira contemporânea, Manuel da Costa voltou a surpreender o público com este novo trabalho, intitulado Memodíptico. Originalmente concebido como um jogo da memória, utilizando fotos de fachadas de casas de Porto Alegre, o Memodíptico foi lançado em 2001, reunindo um conjunto de 32 imagens distintas, num total de 64 fichas.

Agora, depois de ampliadas, um conjunto de 27 imagens do Memodíptico é, pela primeira vez exposto em público, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro. Estes pares de pequenas casas térreas, que numa imagem aparecem tal como o olho da câmara as vê, e na outra, através do uso de softwares de manipulação de imagens, aparecem despojadas de todo e qualquer excesso, incluindo ai a perspectiva, revelam um conjunto onde simplicidade, beleza e rigor se harmonizam à perfeição.


Porto Alegre Vista do Céu
Henrique Amaral
21/03 a 28/04/2002 Evento paralelo à 43ª Semana de Porto Alegre

Porto Alegre Vista do Céu sobrevoa a cidade.

Vista do alto, acima das nuvens, a Porto Alegre do Mercado Público, do Parque da Redenção, da Praça da Matriz, da Biblioteca Pública, do delta do Jacuí, do Cais do Porto, do Guaíba, do sempre criticado Muro da Mauá, ganha a dimensão de um sonho. Daqueles que a gente não quer acordar. São contornos, cores, sombras e luzes de um mapa que pouco conhecemos. O fotógrafo Henrique Amaral nasceu no Rio de Janeiro em 1962 e graduou-se em Comunicação Visual e Desenho Industrial pela PUC-RJ em 1985. Trabalha com a linguagem fotográfica desde o início dos anos 80, tendo realizado trabalhos para os principais veículos de comunicação do país, além de agências de propaganda e empresas de diversos segmentos, estendendo sua atuação para o exterior.


Calendar

Francisco Zelesnikar
30/04 a 26/05/2002

Zelesnikar é formado em Arquitetura pela FAU- MACKENZIE em 1993. Associado à Arqdonini desde 1994 atuando em desenvolvimento de projetos.


Nesta exposição ele apresentou doze imagens de modelos clássicos de carros americanos, no formato de um calendário.


O calendário de Zelesniak contraria a expectativa de pin ups em trajes sumários ou clássicos modelos de carros americanos.Segundo considerações de Marcos Moraes, professor titular de História da Arte na Fundação Armando Álvares Penteado: "A fotografia, para ele, significa identidade e não diversidade do lugar registrado. Não significa portanto, fotografar os lugares comuns da paisagem e do nosso imaginário; não interessando a imagem cartão postal, esta acaba surgindo, irremediavelmente, em meio ao mar de imagens produzidas, tornando-se forma de afirmação do lugar”.

Acaso


Jaqueline Joner
27/08 a 29/09/2002
Com imagens obtidas a partir de acidentes de laboratório, Jacqueline Joner trabalhou com imprevistos e surpresas na exposição Acaso.


A exposição apresenta oito imagens em P&B que Jaqueline Joner produziu ao longo de sua carreira e descartou, por algo não ocorrer como deveria, materializando o acaso de forma inusitada. É uma homenagem ao meio, aos produtos químicos, ao cheiro, à densidade dos líquidos, às paredes do laboratório.



Um Fotograma


Leandro Selister
08/10 a 30/11/2002


Impressão em grande dimensão de Leandro Selister, em lona backlight, a partir da fotografia do artista.



Exposições em 2001

EXPOSIÇÃO DE INAUGURAÇÃO DA GALERIA

Fotos de Lunara


Texto apresentação Eneida Serrano

26/06 a 29/07/2001

10 imagens em grandes dimensões de Luiz do Nascimento Ramos, o LUNARA

A Galeria Lunara foi Inaugurada junho de 2001 e é um espaço qualificado para a divulgação do vídeo e da fotografia cujo nome homenageia um dos pioneiros da fotografia local, Luiz do Nascimento Ramos, o célebre Lunara (1864 - 1937).

A Galeria inaugurou justamente com uma série de fotografias de Lunara, fotógrafo que fez instantâneos memoráveis da capital gaúcha nas primeiras décadas do século passado.
As imagens expostas na ocasião pertencem ao acervo de Lunara, descoberto pela fotógrafa Eneida Serrano em 1976. Hoje em posse de Eneida, o acervo com o que restou da obra do fotógrafo é formado por 23 negativos em vidro, de 13 x 18cm, e dois álbuns com 60 fotografias. Desse acervo foram selecionadas 10 imagens, que depois de reproduzidas e digitalizadas foram impressas em vinil e em papel, e expostas em painéis de grandes dimensões.



Texto Eneida Serrano quando da inauguração da Galeria
Falando sobre Lunara

Foi pesquisando sobre as origens da fotografia gaúcha, em 1976, que vi, pela primeira vez, algumas das fotos de Lunara. No entanto, era impossível aprofundar o estudo sobre ele, enquanto escondido sob o pseudônimo. Até que uma revista carioca, quebrando o pacto do grupo de amadores ao qual Lunara pertencia, revelou-me sua verdadeira identidade, na legenda de uma foto, premiada em Paris em 1922. Conhecedora, assim, de seu nome completo, não me foi difícil chegar aos descendentes de Luiz do Nascimento Ramos, ter contato com o que hoje resta de sua obra (23 negativos em vidro 13 x 18 cm, e dois álbuns com 60 fotografias), e descobrir um dos maiores fotógrafos do início do século.
Composto com as primeiras sílabas de seus nomes, era com esse pseudônimo, Lunara, que parece derivado de luz ou, quem sabe, um verbo no passado-mais-que-perfeito, que o comerciante se transformava em artista-fotógrafo e saía, nos fins de semana, para registrar cenas meticulosamente compostas em paisagens bucólicas da cidade e arredores. Era 1901, data da maioria de suas fotos, e Porto Alegre vivia uma grande transformação urbana. A fotografia questionava sua posição em relação à pintura, querendo também firmar-se como expressão artística independente, e começava a ocupar lugar especial nas primeiras revistas ilustradas como A Máscara, onde Lunara teve suas fotos em destaque. Eram imagens que privilegiavam a natureza, cenário para românticas pastoras, crianças e casais de namorados. Mas, mesmo sem a intenção documental, suas fotos celebram momentos e lugares hoje irreconhecíveis pelo progresso, como aquela foto premiada, O Lago, feita no atual Riacho Ipiranga”




LOA

Ricardo Barcellos

21/08 a 07/10/2001

Loa, a primeira exposição individual de Ricardo, também integrou o V Mês Internacional da Fotografia, na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2001.

Na abertura da exposição o artista lançou livro com o mesmo título.









Condensável

Denise Gadelha
13/11 a 16/12/2001



Denise Gadelha apresentou um site specific work utilizando, pela primeira vez, as características da arquitetura do local.

A foto instalação combinou quatro fotos coloridas do pôr-do-sol, tiradas do terraço da Usina. As imagens foram fragmentadas em 4000 pedacinhos de 3 x 3 cm que foram dispostos no interior da Tremonha.

Histórico Galeria Lunara 2001 a 2011

GALERIA LUNARA

HISTÓRICO

Espaço consagrado à fotografia, esta galeria, cujo nome presta homenagem a um dos pioneiros desta arte em Porto Alegre, foi inaugurada em junho de 2001. Tem a peculiaridade arquitetônica de localizar-se na tremonha do quinto andar da Usina do Gasômetro.


2001 ____________________________________________

Lunara – Inauguração – Texto apresentação Eneida Serrano
26/06 a 29/07/2001
10 imagens em grandes dimensões de Luiz do Nascimento Ramos, o LUNARA

LOA – Ricardo Barcellos – Lançamento Livro
21/08 a 07/10/2001

Condensável – Denise Gadelha
13/11 a 16/12/2001


2002 ____________________________________________

Memodíptico – Manuel da Costa
29/01 a 03/03/2002

Porto Alegre Vista do Céu – Henrique Amaral
21/03 a 28/04/2002
Evento paralelo à 43ª Semana de Porto Alegre

Calendar – Francisco Zelesnikar
30/04 a 26/05/2002

Acaso – de Jaqueline Joner
27/08 a 29/09/2002

Um Fotograma – Leandro Selister
08/10 a 30/11/2002


2003 ____________________________________________

Em Negro – Vilma Sonaglio
27/03/2003 a 27/04/2003

Face – Fernanda Chemale
06/05 a 08/06/2003

O Olhar Passageiro – Grupo Lata Mágica (Guilherme Galarraga, Maisa del Frari, Paula Biazus, Pedro Araújo, Rafael Johann)
24/06 a 30/07/2003
Projeto Fumproarte

Blue - 14 Cianotipias e 4 Viragens de Oliver Mann
14/08 a 05/10/2003

México – de Dulce Helfer
14/10/2003 até 18/01/2004



2004 ____________________________________________

Seu Olhar – de Klacius Ank Guarino
05/02 a 21/03/2004 – 19 hs

Ilex Mathetype – de Andréa Brächer
02/04 a 16/05/2004 – 19 hs

Carvão – de Carla Venusa
25/05 a 04/072004 – 19 hs

Zero – de Eduardo Aigner
13/07 a 29/08/2004 – 19 hs

Translúcida Noite – Gabriel Schmidt
16/09 a 24/10/2004 – 19 hs

Corpo Refém – Bruno Gularte Barreto
18/11/2004 a 05/01/2005

2005 ____________________________________________

Posturas – de Denise Stumvoll
19/04 a 05/06/2005

A Santa Ceia – Maristela Winck
22/06 a 31/07/2005

Galeria Lunara convida Galeria Vermelho – Cris Bierrenbach
08/08 a 11/09/2005

2006 ____________________________________________

Mari Molinos
30/03 a 07/05/2006

Conjunto (1)
16/05 a 25/06/2006
Conjunto (1) e Conjunto (2)
Vilma Sonaglio, Adriane Vasquez, Luiz Roque, Katia Prates e Gustavo Jahn e uma pesquisadora de arte, Gabriela Motta
De 16 de maio a 25 de junho e De 26 de outubro a 19 de novembro de 2006 – Galeria Lunara / ocupação site-specific feita pelos artistas convidados citados acima.

Jogo de Dados – Rafael Assef
09/08 a 10/09/2006
parte do projeto Fotografia sem Limites e intercâmbio com Galeria Vermelho

Polaroides Invisíveis – de Tom Lisboa
14/09 a 15/10/2006


Conjunto (2)
26/10 a 19/11/2006
Diálogos com o Aparelho – de Jorge Soledar
23/11 a 07/12


2007 ____________________________________________

Bianca Araujo- Retratos que revelam palavras
De 12 janeiro a 06 de março de 2007 na Galeria Lunara

Monica Tinoco - Fotogramas
De 08 de Março a 08 de Abril de 2007 na Galeria Lunara

Chiara Banfi - Mirante
De 26 de Maio a 24 de Junho de 2007 na Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto: Do Lixo ao Luxo:Hibridismo e Reciclagem Cultural, que apresentou ainda ciclo de filmes e debate sobre o tema.

CONJUNTO (3) - Andre Venzon, Fernando Bakos, Marcelo Gobatto, Mariane Rotter e Tiago Giora
De 03 de Julho a 03 de Agosto na Galeria Lunara
Na abertura da exposição foi lançado o catálogo/registo das exposições Conjunto (1) e (2)

Cristina Meirelles - Entre Paisagens
De 09 de Agosto a 09 de Setembro na Galeria Lunara

Leopoldo Plentz - Brasília
De 11 de Setembro a 14 de Outubro de 2007 na Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto: Modernismos – passado, presente e futuro, que apresentou ainda ciclo de filmes e debate sobre o tema.

Eduardo Xavier - Desenho sobre Fotografia
De 18 de Outubro a 18 de Novembro na Galeria Lunara


2008 ____________________________________________


BIG – A Metrópole no século XXI - Benjamin Marzis e Ricardo Schetty
De 16 de abril a 18 de maio de 2008 – Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto: BIG_ A Metrópole no século XXI

Alair Gomes – um voyeur natural (Projeções)
De 29 de maio a 22 de junho – na Galeria Lunara - Projeções
De 29/05 a 13/07 na Galeria Iberê Camargo – exposição de fotos originais

Mostra de Vídeos de Melissa Duarte / coletivo AVAF
De 25 de junho a 27 de julho de 2008 – Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto: Beleza Imperfeita

Amilcar Packer - Entre
De 6 de agosto a 7 de setembro de 2008 – Galeria Lunara
(projeto de intercâmbio com Galeria Vermelho de SP)

Charly Techio – Entre Espaços
De 11 de setembro a 12 de outubro – Galeria Lunara


Beat Streuli – Projeções em Vídeo
De 6 de novembro a 5 de dezembro – Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto Ásia: A Nova Onda Oriental.

Felipe Cama – Nus
De 11 de dezembro de 2008 a 01 de março de 2009.

2009 ____________________________________________


Conjunto 4 – André Venzon e Luiz Roque
De 11 de março a 12 de abril – Galeria Lunara
Projeto de ocupação da Galeria – artistas convidados

Jason Evans – Strictly
De 16 de abril a 17 de maio – Galeria Lunara
Exposição integrante do Projeto Black

Katia Costa - [MOVE_VERSÃO_2.0_PED]
De 21 de maio a 21 de junho – Galeria Lunara

Do Riso à Melancolia
Vídeo Painter de Paul McCarthy – Galeria Lunara

Coletiva de fotografia – Galeria Iberê Camargo – trabalhos de Yves Klein, Thomas Hoepker, Terrence Koh, Martín Sastre, Guto Lacaz, Kátia Prates e Yoshua Okon,
De 25 de maio a 26 de julho
Exposição integrante do Projeto Do Riso à Melancolia

Mauricio Ianês – Inefável
De 7 de agosto a 2 de setembro – Galeria Lunara
Exposição de intercâmbio com Galeria Vermelho de SP

Cecil Beaton - Portraits
De 25 de setembro a 8 de novembro – Galeria Lunara
Exposição integrante do projeto O Discreto Charme da Burguesia


2010 ____________________________________________

Thomas Demand - Berlim
Até 17/01/2010
Juliano Ventura, Eduardo Montelli e Letícia Bertagna - Basta este Nada
21/01 a 28/02

Tulio Pinto e Diego Amaral - Céus Artificiais
11/03 a 04/04

Nelton Pellenz/Dirnei Prates - CineÁgua
08/04 a 09/05

Luisa Mello - Lugar Nenhum
18/05 a 10/07

Rochele Zandavalli - Oculto
30/07 a 12/09

Bruno Borne - Seção Invertida
16/09 a 30/10

Avalanche - Estacione em Porto Alegre
25/11/2010 a 03/01/2011


2011 ____________________________________________


Até 02/01/2011
Avalanche

De 06/01/2011 a 06/03
Ivan Grilo

De 22/03 a 17/04
Edu Monteiro

23/04 a 01/05
Cineesquemanovo

05/05 A 05/06
Ricardo Barcellos

09/06 A 28/07
Bete Rocha

26/09 a 26/06
Cinefilms de Guy Bourdin

03/11 a 04/12
Baita Profissional
Conexões Possíveis

terça-feira, 15 de maio de 2012

Raul Krebs inaugura exposição na Galeria Lunara

A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura convida para a inauguração da mostra TRAUM, do fotógrafo Raul Krebs, dia 19 de maio, às 18h, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro (5º andar).

TRAUM reúne 11 fotografias de diferentes séries do fotógrafo Raul Krebs, em uma seleção a quatro mãos do artista e do curador Bernardo de Souza. A atmosfera dessa nova série remete às narrativas não lineares de sonhos aparentemente desconexos, como se fossem fragmentos de pequenas histórias. Individualmente as fotografias guardam suas narrativas e histórias, nem sempre visíveis a um primeiro olhar.



Raul Krebs é um fotógrafo eclético que atua em diversas áreas da fotografia, diferentes mercados e diferentes estéticas e linguagens. Como fotógrafo publicitário os prêmios mais importantes são: Honorable Mention – New York Photo Awards (2010); Nominee - New York Photo Awards (2008 e 2009); finalista Prêmio Conrado Wessel de Fotografia Publicitária (2005 e 2006); Short List - Campaign Photo Awards/UK – 2009; Fotógrafo do Ano Salão da Propaganda ARP-RS (1996 e 2004). Desenvolve projetos pessoais utilizando-se da fotografia convencional, digital, fotografia pinhole, lomografia, Polaroid e autorretratos.

Suas últimas exposições foram Invitational – NY Photo Awards (maio, 2012 - NYC), Máscaras – intervenção urbana (2011); Pequenos Formatos – Galeria Subterrânea (2010); “Hello, my name is…it” (2005) - Multiple-X - Instituto Goethe (coautoria de Marion Velasco, Trampo, Eduardo Aigner e Claudia Barbisan) e “Foreplay” (2001) - POA, Canela e São Paulo.
Recentemente foi selecionado para selecionado para expor no New York Photo Festival.



É professor de fotografia na ESPM/RS - Pós Graduação em Moda & Marketing e Avançado em Fotografia Digital – e produtor do Canela Foto Workshops, festival de fotografia anual em Canela-RS.

“Trabalho ouvindo rock, gosto de futebol e de viajar como atento observador de pessoas”, declara Raul.

Nas palavras de Pedro Veríssimo, sobre o trabalho de Raul Krebs:

"Sonhos são lugares. De coisas banais de significados escondidos e de estranhezas descaradas. Onde tudo carrega um certo tom de ameaça do outro mundo. Mas é um mundo que já visitamos antes, seus hábitos e suas obsessões são familiares. Se não há mais medo ou repulsa, também não há resposta ou traumas. Como numa história em que se pode entrar a qualquer momento. Como algo que ocorreu no passado, mas segue acontecendo ali."
Pedro Veríssimo


RAUL KREBS
TRAUM

Galeria Lunara
Av. Pres. João Goulart, 551 – 5º andar da Usina do Gasômetro
Abertura dia 19 de maio de 2012 às 18h
Visitação de 20 de maio a 10 de junho
De terças a domingos – das 9 às 21 h

terça-feira, 8 de maio de 2012

Última Semana para conferir Exposição de artistas africanos

Últimos dias para conferir a Mostra Além do Apartheid na Galeria Lunara
Até domingo, dia 13 de maio, das 9 às 21h
entrada gratuita

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mostra África - conheça mais sobre os artistas

Até dia 13 de Maio a Mostra Além do Apartheid pode ser visitada na Galeria Lunara.
Conheça mais detalhes sobre os artistas que estão apresentando fotos e vídeos no local.




Cameron Platter - nasceu em Johannesburg, em 1978. Atualmente vive e trabalha em KwaZulu Natal, na África do Sul.

Graduado em Pintura pela Michaelis School of Fine Art, tem realizado inúmeras exposições, em que se destacam o Impressions from South Africa, 1965 to Now, no Museum of Modern Art, em Nova York, Too Much of Anything is Very Dangerous, no Hilger Contemporary em Vienna, Austria. Possui trabalhos, ainda, na coleção permanente do MoMA, NovaYork, no Centro FRAC, Orléans, França, e do Iziko Sul Africano National Gallery. Seu trabalho tem sido destaque The New York Times, Vice Magazine, Jornal NKA Africano de Arte Contemporânea, Artforum, Art Sul e África.

Seus vídeos dialogam com imagens da moralidade contemporânea - sexo, violência, desejo, religião, política - criando novos e explosivos significados através da sátira, fantasia e subcultura.

Dan Halter - Halter traz a experiência de um zimbabweano branco que atualmente vive na África do Sul.

Entre suas principais exposições se destaca never say never, no Derbylius Gallery, em Milão, tendo exposto ainda na Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Egito, Holanda, França, etc.
Foi várias vezes premiado por seu trabalho, tendo realizado residência artística no Rio de Janeiro, em 2008, através do projeto VideoBrasil.





David Goldblatt nasceu em Randfontein, na África do Sul em 1930. Seu trabalho é voltado à fotografia, retratando, principalmente, a história e a realidade da África do Sul.
Em 1989 fundou o Market Photography Workshop desenvolvendo um projeto de alfabetização visual, em especial de jovens afetados pelo Apartheid.

Em 1998, Goldblatt se tornou o primeiro Sul Africano a apresentar uma individual no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. Entre suas principais exposições estão South African Photographs no Jewish Museum, em Nova York, Modern Art em Oxford, na Inglaterra.

Em 2001, uma retrospectiva de sua obra percorre algumas das maiores galerias e museus ao redor do mundo, como Nova York, Barcelona, Roterdã, Lisboa, Bruxelas, Munique, etc. Ainda em 2001 participa da Bienal de São Paulo.



Kudzanai Chiurai - Considerado como parte da geração Born Free do Zimbabuwe, nasceu em 1981, um ano após o país se tornar independente da Rodésia, tendo sido o primeiro estudante negro a se graduar com BA Fine Art pela Universidade de Pretoria.
Pintor e fotógrafo, tem também seu trabalho como produtor, editor e designer intimamente ligado ao seu ativismo político.
Entre suas principais exposições, destacam-se The revolution will not be televised, no Brixton Art Gallery, em Londres e ParisPhoto Exhibition, em Paris.



Nontsikelelo Veleko - Nascida em 1977, em Bodibe, na África do Sul, Lolo, como é conhecida, vive e trabalha em Johannerburg. Entre seus principais trabalhos destacam-se as exposições Armory Show, realizada na Goodman Gallery,e Flow, no Studio Museum in Harlem, também em Nova York.
Participa, dentre outras da Not So Black and White, na Contemporary South African Art, Kyle Kauffman Gallery, New York, USA.
Considera-se uma fotógrafa de rua, sendo influenciada pelo hip-hop e em suas fotos se percebe o orgulho de ser africana.





William Kentridge é sul-africano, nascido em 1955. Seu trabalho se compõe, principalmente, por pinturas, desenhos e filmes animados. Além de ter frequentado a Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo e a Johannesburg Art Foundation, Kentridge estudou mímica e teatro na L'École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, em Paris. Em 1998, uma exposição retrospectiva da sua obra foi organizada pelo Palais des Beaux-Arts em Bruxelas, sendo levada, depois, a museus em toda a Europa durante 1998/2001.

Entre suas principais exposições destacam-se William Kentridge: Tapestries, no Philadelphia Museum of Art, na Philadelphia e William Kentridge, no Contemporary Art Museum, em Houston, tendo ainda participado da Documenta de Kassel de 1997.

Kentridge considera-se, antes de tudo, um desenhista. Ele tem uma técnica muito peculiar, criando as sequências de suas animações a partir de um único desenho que é modificado, apagado, rasurado.


Jodi Bieber - Nasceu em 1967, na África do Sul.

Os cursos realizados na Market Photography Workshop (fundada por Godblatt), são o ponto de partida de sua trajetória como fotógrafa. Depois de estudar na MPW ela construiu uma carreira de sucesso, tendo trabalhado para o The Star (onde participou de um programa de formação fotográfica com o falecido Ken Oosterbroek) . Ela continuou a trabalhar lá, antes e durante os primeiros tempos de democracia na África do Sul, fotografando os jovens que vivem à margem da sociedade. Publicou fotos na New York Times e também atuou em projetos especiais para organizações sem fins lucrativos como Médicos sem Fronteiras.
Paralelamente ao trabalho de fotojornalismo, onde vários colegas foram mortos ou cometeram suicídio, Jodi desenvolvia seu trabalho autoral.
Reconhecida por suas imagens contundentes, registro de atrocidades cometidas em nome de valores religiosos e políticos, já foi premiada 8 vezes no World Press Photo, a última delas em 2010, onde retrata uma jovem afegã que tem as orelhas e nariz decepados pelo marido, ao tentar fugir de casa, por determinação do Talibã.


Athi-Patra Ruga – Athi nasceu em 1984, Umtata, África do Sul.
Estudou História da Moda e Design na Gordon Flack Davison Design Academy in Johannesburg e recentemente foi incluido no livro ‘Younger Than Jesus’, uma lista dos 500 melhores artistas do mundo com nenos de 33 anos, Athi-Patra possui trabalhos em coleções públicas e privadas em diversos locais do mundo como Museion - Museum of Modern and Contemporary Art, Bolzano Italy; CAAC - Pigozzi Collection e The Wedge Collection, Iziko South African National Gallery.
O talentoso artista cria obras através de têxteis, vídeo, fotografia, performance e intervenções. Seu trabalho atual aborda questões da sexualidade, política de gênero e as complexidades das influências do primeiro e terceiro mundo na África do Sul contemporânea.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Video B.U.T.W.A II de Cameron Platter na Lunara


Cenas do video de Cameron Platter, B.U.T.W.A II, Cortesia Whatiftheworld Gallery, que está em exibição na Mostra Além do Apatheid, na Galeria Lunara até dia 13 de maio.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Além do Apartheid segue na Galeria Lunara

Até dia 13 de maio a mostra Além do Apartheid pode ser visitada na Galeria Lunara.

Abaixo imagens do vídeo de Athi-PatraRuga, After he Left (Cortesia Whatiftheworld Gallery).


A mostra traz, ainda, fotos e vídeos de William Kentridge, David Goldblatt, Dan Halter, Jodi Bieber, Kudzanai Chiunai, Nontsikelelo Veleko, e Cameron Platter.

Visitação de terças a domingos, das 9 às 21h

quinta-feira, 22 de março de 2012

ALÉM DO APARTHEID


MOSTRA DISCUTE RAÇA, SEXO E POLÍTICA

NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA

Essencialmente sincrética e miscigenada, a África do Sul destaca-se do “continente esquecido” como uma sociedade emergente em termos culturais, políticos e econômicos. À fusão racial promovida pelo colonialismo holandês e britânico entre os séculos XVII e XIX e os terríveis anos do Apartheid, somou-se a atual imigração originada em nações vizinhas, como o Zimbabue, fazendo do país um tabuleiro cultural cuja intrincada trama promoveu a assunção de uma cena artística contemporânea extremamente consistente e criativa.


Para dar visibilidade a este movimento, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura no próximo dia 27 de março, às 19h, uma nova programação em dois espaços na Usina do Gasômetro, Além do Apartheid – Raça, Sexo e Política na África Contemporânea, que inclui uma exposição na Galeria Lunara (5º andar) e uma mostra de 11 filmes na Sala P. F. Gastal (3º andar).

A EXPOSIÇÃO

A exposição coletiva que ocupa a Galeria Lunara traz pela primeira vez a Porto Alegre uma pequena mas significativa mostra da arte produzida na África do Sul, seja por sul-africanos ou mesmo por imigrantes vizinhos lá residentes ou tornados conhecidos por galerias daquele país. A mostra inclui nomes consagrados como William Kentridge (já conhecido dos porto-alegrenses por sua participação na Bienal do Mercosul) e David Goldblatt, a jovens expoentes como Dan Halter, Jodi Bieber e Kudzanai Chiurai, passando por Nontsikelelo Veleko, Athi-Patra Ruga e Cameron Platter.

Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, “a produção artística da África do Sul cresce em qualidade e visibilidade, ao lado de nações igualmente emergentes como a brasileira, a chinesa, a muçulmana, a hindu e a russa, mas diferentemente da nossa produção, porém, a deles possui caráter eminentemente político, não no sentido aviltante da arte política, e sim no de uma arte cujos frutos estão embebidos em política, justamente por se originarem no altruísmo e não no refresco da alienação”.



Detalhes da Mostra de Filmes em http://www.salapfgastal.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mariana Xavier fala sobre sua exposição na Galeria Lunara

Romário, Silvio Berlusconi, Cher e Narcisa Tamborindeguy. Essas são algumas das celebridades que compõem a exposição “Mortos-Vivos”, de Mariana Xavier. Graduada em Jornalismo e mestre em Poéticas Visuais, Mariana alia a arte e a comunicação para lidar com temas que abordam o comportamento social e o mundo das celebridades. Com humor, a artista garimpa os assuntos cotidianos e pautas midiáticas para propor reflexões em uma sociedade cada vez mais conectada com o mundo.


Como a exposição foi criada?
Esta exposição foi exibida entre o final de 2011 e o início de 2012 em Belo Horizonte, e está sendo mostrada pela primeira vez aqui em Porto Alegre. O trabalho fotográfico foi criado para essa exposição em BH, que fez parte de um edital em que eu passei há uns dois anos atrás. Mas eu já tinha a idéia dessa exposição, da lista de nomes, os mortos-vivos há mais tempo.

E como funciona o trabalho?
São 45 celebridades e ela tem o nome de “Mortos-Vivios” por duas razões: a primeira é que, geograficamente, dentro da exposição, eles estão divididos em dois painéis; entre os que estão vivos e os que morreram. Até o momento, a única que já morreu é a Lily Marinho, por isso ela está sozinha, à espera dessas outras pessoas. Mas o título também é uma reflexão, uma brincadeira sobre o papel que essas celebridades têm em nossas vidas. Nunca se teve um culto à celebridade tão grande, embora, claro, isso não é de hoje. A gente sempre teve esse olhar para os mais privilegiados, para os mais bonitos, pros mais ricos. Então, num certo sentido, me parece que essas pessoas não vivem a mesma vida que a gente; que para nós, “o público normal”, essas pessoas só vivem bidimensionalmente, num certo sentido, na televisão, nas revistas. Vivem uma vida que a gente idealiza. Então, não deixa de ser uma brincadeira com isso também.

Qual foi o critério de escolha das celebridades?
Foi uma coisa de gosto pessoal. Eu comecei a pensar em figuras de que eu gostava, de que eu gosto, como o Sílvio Santos, como a Narcisa Tamborindeguy. Tinha que ter um elo afetivo. Entretanto, a partir do momento em que eu defini que isso ia virar um trabalho, que eu precisaria colocar essa idéia em prática, os critérios começaram a se alterar um pouco. A exposição tem 45 pessoas, e eu não posso mais tirar ou colocar ninguém, pois a graça é, que conforme o tempo for passando, essas pessoas vão passando de uma parede para a outra. Então, à medida que o trabalho foi ficando real, eu também comecei a pensar em pessoas que eu acho que permanecerão conhecidas daqui 20, 30 anos, que eu acho que permanecerão no imaginário do público pelo tempo que eu espero que o trabalho dure.

Nos teus trabalhos, no teu histórico, tu usas muito o humor e a ironia. Por que essa escolha? Como tu achas que isso atrai ou impacta o público?
A escolha do humor vem há bastante tempo, e eu acho que isso se formalizou no momento em que eu fui fazer mestrado em poéticas visuais no Instituto de Artes da UFRGS. Analisando a minha própria produção artística, eu me propus a estudar o humor e suas vertentes, tais como a sátira e a ironia. A partir daí, eu me dei conta de que isso estava no meu trabalho. Então, no momento em que eu formalizei isso no ambiente acadêmico, eu comecei a refletir como isso aparece. Se tem graça o trabalho, é o público quem decide; eu tenho certamente a intenção, mas, se funciona ou não, não cabe a mim dizer. Mas, pessoalmente, o que importa, além de ser a maneira como eu me expresso, de ser ter muito a ver com meu jeito de ser e de me atrair muito, isso tem muito a ver com o papel comunicativo do humor. O humor só existe com a comunicação. Eu preciso muito que as coisas que eu faço sejam acessíveis pra qualquer um. Me incomodo com muitas vertentes arte-contemporâneas que são herméticas, que necessitam de um texto explicativo para as pessoas entenderem, ou trabalhos que as pessoas chegam nas galerias e não conseguem decifrar o processo do artista pois não está claro ali. Pessoalmente, eu não gosto disso. Eu preciso que qualquer um possa chegar ali e se comunicar com o trabalho. Não é nem uma questão de entender ou não, pois isso não existe em arte, mas, que eu não precise de um texto explicando. Acho que o uso do humor está muito vinculado com esse meu desejo de não ficar restrita ao público de arte ou precisar de um menor número de subterfúgios para me comunicar com as pessoas.

E quais são tuas principais inspirações para realizar os trabalhos?
É uma pergunta difícil, porque as inspirações surgem. Eu tenho um caderninho, onde nas últimas páginas eu vou anotando as idéias. Mas eu acho que tem uma área que me inspira muito, que é a mídia. Eu vejo muita tv, estou sempre lendo sites de notícia, lendo jornal. Também me interessam as notícias de variedade, e é aí que entram as revistas, sites de fofocas. É uma maneira que eu tenho de me comunicar com as pessoas, de ter assunto. Para mim, acompanhar a mídia, estar a par disso, não só é minha fonte de inspiração, como é minha maneira de estar no presente.

Há perspectivas de novos trabalhos?
Não tenho nenhuma nova exposição, nada agendado, estou inclusive me inscrevendo para alguns editais para residências artísticas, na expectativa de ver se eu consigo passar um período dedicado somente à minha produção. Mas a minha vontade agora é mudar um pouco de área e dar um estímulo à escrita. Estou com vontade de escrever, vontade de talvez fazer um livro de artista, mas, no momento, são só conjecturas. Ainda não sei que corpo vai ter isso, mas pretendo sair um pouco do audiovisual e partir para a escrita. Daqui a pouco pode mudar tudo, mas a princípio é isso que eu vou fazer esse ano.